Qual a importância da mãe no amadurecimento psiquico do filho?

R. A presença da mãe é indispensável e fundamental no desenvolvimento da personalidade do filho: é a única capaz de suprir o estado de desamparo do bebê. Considerando que nesta fase o bebê se comunica em uma linguagem não-verbal, ela desempenha a função de “escudo protetor”: além de suprir às exigências internas do bebê – fome, sono – ela precisa protegê-lo das pressões externas. Os registros indeléveis no psiquismo do individuo formam-se a partir das primeiras experiências de satisfação. Se a mãe não se encontra preparada para conter as angústias do seu filho, tais registros se processarão de forma negativa, irrompendo sentimentos de desamparo que poderão repercutir em sua vida adulta. Portanto, a mãe que dispensa ao filho um olhar carinhoso, que faz do ato de amamentar, bem como dos cuidados com a higiene, momentos de prazer, propicia registro das primeiras impressões psíquicas, as quais repercutirão, de maneira saudável, no desenvolvimento de sua personalidade. Entretanto, ao contrário, se a mãe idealiza o filho de maneira exagerada, não conseguirá conter as angústias do mesmo, falhando em sua função de “escudo protetor”. Tanto a mãe superprotetora quanto àquela ausente, comprometem, consideravelmente, o desenvolvimento da personalidade do filho.

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