A mentira  algo almejado como verdadeiro.

A mentira  algo almejado como verdadeiro.
Por
Sérgio Costa.
O ato de mentir, contudo, é menos ou mais tolerado conforme os valores de cada pessoa. E até numa mesma sociedade podem coexistir graus diferentes de aceitação (ou repúdio) da mentira, de acordo com as expectativas que cada grupo social pode ter em relação aos demais. Os povos antigos, de maneira geral, condenavam a mentira, mas podiam mudar de ideia a partir do contato com outras culturas. Por exemplo, os povos da velha Índia tinham o preceito de só mentir para salvar um hóspede. No mais, os budistas pregavam que mentir equivalia a matar dez homens. Com a chegada dos colonizadores ingleses, a mentira passou a ser aceita com naturalidade pelos indianos, que a ela recorriam até para salvar a própria pele.
Mas, ontem ou hoje, na Índia ou no Brasil, existe um período da vida em que sempre se mente.. Nela, a mentira é um modo de satisfazer, para si mesmo ou perante os outros, uma necessidade ou alcançar um desejo. É parte do desenvolvimento psíquico de cada um fazer da mentira uma espécie de varinha mágica.
Também existem as mentiras por motivos óbvios, em que o pequeno mentiroso sacrifica a verdade para proteger-se da esperada punição. A criança mente ainda para extravasar agressividade ou vingar-se de alguém: por exemplo, acusa o irmão de uma falta imaginária para vê-lo castigado e assim aplacar o próprio ciúme. Tudo isso, com mais refinamento, os adultos também fazem. Há, porém, uma diferença. “Não existe uma idade exata para parar de mentir. Mas quando se deixa de viver mentindo é sinal de que já se está maduro”, a pessoa pode viver o que é e o que tem de uma forma real madura e ser feliz ao lado de quem possa dividir suas fantasias e encantos que a vida simples ou rica pode proporcionar prazer de viver.

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